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quarta-feira, 9 de abril de 2014

A VONTADE DE DEUS FAZ TODA DIFERENÇA - Jr.42:1-22

O livro de Jeremias que leva o nome do Profeta mostra a realidade que se encontrava o reino de Judá por ocasião à vida de pecado que estavam levando. O profeta Jeremias foi chamado ao ministério profético que abrangeu um período de 40 anos no reino de Judá (626 a.C. até 586 a. C.). As autoridades não recebiam bem as suas mensagens, pois se tratavam de mensagens de punição pelo afastamento que estavam de Deus. Jeremias foi rejeitado, perseguido e preso. Ele foi usado por Deus para anunciar o castigo que O Senhor ia mandar e ainda estava vivo quando as suas profecias se cumpriram.
Jeremias foi um profeta que enfrentou períodos difíceis em seu ministério. A realidade espiritual do povo não era nada agradável aos olhos de Deus. No entanto, mesmo nesse cenário de degradação espiritual, ele obedece a Deus e menciona a palavra do Senhor aos incrédulos.
Após a cidade de Jerusalém ser invadida por Nabucodonosor, muitos são levados cativos para Babilônia, e uma minoria são deixados para traz, entre eles o profeta Jeremias. A situação não era nada agradável, estava um grande caos devido a tanta desolação. O grupo que ficou em Jerusalém aos cuidados de Gedalias, sofre com a traição de um homem chamado Ismael, levando inúmeros a morte. Logo, Joanã se levanta para prosseguir no cuidado dos sobreviventes.
É nesse momento que sob a liderança de Joanã que eles vão consultar o profeta Jeremias para saber qual é a vontade de Deus para vida deles, dando parecer favorável de que aquilo que o Senhor disser, eles irão acatar.
O capítulo 42 registra essa consulta ao profeta, eles queriam saber se era melhor ficar em Judá, ou se os sobreviventes deveriam partir para o Egito. Depois de dez dias O Senhor revela que todos deveriam ficar ali, mesmo em meio aquele caos, pois ali seriam abençoados. Caso contrário, se partissem para o Egito, a espada de Nabucodonosor que eles tanto temiam, iria alcançá-los lá; a comida que almejavam ter no Egito, não encontrariam, mas teriam fome.
É nesse cenário de tantos acontecimentos que tiramos algumas lições para nossa vida, principalmente em momentos que não sabemos o que fazer, ou qual a melhor decisão a ser tomada.
A consulta ao profeta foi algo positivo, pois a princípio demostraram temor em querer saber a vontade de Deus. No entanto, quando Deus revela a eles que Sua vontade era que permanecessem em Judá, o povo tem uma atitude contrária, dizendo que o profeta estava falando por si, e não a vontade de Deus. Tornaram conhecedores da vontade de Deus, mas desprezaram-na dizendo que não era verdade, que aquela não era a vontade de Deus.
Muitas vezes queremos que nossa vontade prevaleça, e justificamos dizendo que todas as demais possibilidades são falsas, mesmo sabendo que não. A declaração de não estar errado é uma falsa paz que o homem costuma ter. Aprendemos com isso, que não devemos ser tão somente conhecedores da vontade de Deus, mas também praticantes.
Ainda, tiramos como lição, que, não importa o que Deus mandar, pois mesmo que seja aos nossos olhos loucura, sempre será o melhor, pois a vontade do Senhor é perfeita. Aquilo que parecia ser incabível para eles era realmente o que Deus queria. Precisamos entender que com Deus o difícil se torna fácil, mas sem Ele até o mais fácil se torna difícil.
Por mais estranho que pareça aos nossos olhos o que Deus nos pede, podemos descansar que será sem dúvida o melhor. Contudo, infelizmente eles optaram por seguir a vontade deles e não a de Deus.
Deus disse para não descer ao Egito, lugar de suposta paz, porque lá seriam perseguidos, mas que ficassem em Judá em meio ao caos, em meio a destruição, porque ali o Senhor os abençoaria.
O salmista disse: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” (Sl.23:4) Com Deus tudo é diferente, mas sem Ele, o melhor lugar que se possa imaginar é comparado a um nada.
Não se engane, a vontade de Deus sempre foi e sempre será a melhor decisão a ser tomada. Deus abençoe a todos.

sábado, 29 de março de 2014

Sentimentos transformados em palavras - Uma visão do evangelicalismo contemporâneo

Ó gloriosa luz do evangelho que quanto mais anunciada, mais revela a depravação do homem em seu estado pecaminoso. Quando se pensa que encontrou o cerne do cristianismo, percebe-se o quanto ainda está distante.
É preciso deixar de viver a consequência do cristianismo cultural e viver A Revelação Pura de Deus.
Até quando vai continuar a busca de se beneficiar do evangelho quando na verdade deve-se viver para o evangelho? Até quando haverá tão somente o requerimento de dar sem ao menos se entregar? Muitos que fazem do evangelho um empreendedorismo pessoal mercadejando a palavra de Deus, em busca de ofertas sem nunca ao menos ter se entregado ao Senhor como oferta viva.
É preciso deixar de lado todo pragmatismo que em nome do resultado se aceita tudo. É necessário deixar todo sincretismo e voltar-se para a essência que é Cristo, sem trazer ao Senhor fogo estranho.
Não use dos meios artificiais para trazer resultados com a justificativa de que a aglomeração é uma bênção, quando na verdade o dono da festa não se faz presente. De que adianta lindos cânticos proferidos pelos lábios, se na verdade o coração está distante, indiferente às palavras pronunciadas.
Não é preciso imitar o mundo para conquistar os que nele estão perdidos, só Cristo basta. A essência é muito melhor do que o artificial. Deus não precisa que dê uma “mãozinha” a Ele. Quando Ele quer operar Ele faz.
É imprescindível o clamor a Deus pelo perdão de uma vida desregrada, cuja lida, pode até ter a aprovação de muitos, mas a reprovação de Deus, pois a plenitude do Soberano Criador é muito mais do que um momento emotivo. O convencimento não se compara ao ato Regenerador do Espírito Santo de Deus que continua testificando os mistérios do Senhor.
Falta o santo temor. É propagado um cristianismo onde Deus tem que obedecer ao que mandamos. Circunstâncias das mensagens cristãs pregadas e difundidas em todos os meios de comunicação nesse crescimento evangélico brasileiro quantitativo, mas regressivo em relação à qualidade.
Tendo a consequência de fazer da mentira a verdade e da verdade a mentira. Fazendo do que é pecado, algo comum, na busca de uma “santidade” maculada. Ao ponto de, que quando se fala a verdade, se trata de uma utopia, algo inexistente.
Por isso, ajuda-nos ó Deus. Tem misericórdia de nós. A Tua Luz brilha mais do que o Sol. Quebranta os nossos corações, pois sabemos que sempre preserva os Seus remanescentes.
Aviva ó Senhor a Tua Obra.

terça-feira, 11 de março de 2014

A IRA DE DEUS

Você já refletiu sobre a ira de Deus? Já ouviu falar sobre esse assunto tão relevante?
A Ira é um dos atributos de Deus, tais como: Onisciência, Onipresença, Onipotência, Santidade, Soberania, Imutabilidade, Fidelidade, Amor, entre outros.
Muitos não gostam de pensar nisso, justamente porque não compreendem a verdade sobre esse assunto. Alguns pensam que a Ira de Deus não se associa a sua Bondade, pensam que a ira seria um defeito na personalidade de Deus. É importante ressaltar que em nenhum momento Deus fez tentativa de ocultá-la ao nosso conhecimento, ou seja, como se tivesse a intenção de que não conhecêssemos essa sua forma de agir.
Sobre a Ira de Deus, J. D. Douglas em seu Dicionário diz: “A atitude permanente do Deus santo e justo, quando confrontado pelo pecado e pelo mal, é designado de Sua ira. Trata-se antes de uma qualidade pessoal, sem a qual Deus deixaria de ser completamente justo.” (Novo Dicionário da Bíblia).
O Pr. Ariovaldo Ramos em seu livro “Nossa Igreja Brasileira” faz menção à Ira de Deus em uma perspectiva muito forte quando diz: “Jesus não veio para nos livrar do diabo, mas sim da ira de Deus.” O protagonista não é o adversário. Mas Deus que pode fazer o que bem quiser. No Evangelho de Mateus está escrito: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mt.10:28)
Em muitos momentos que a Bíblia se refere à Ira, está relacionada à ira do próprio Deus. A. W. Pink relata que: “Um estudo na concordância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indignação, à cólera e a ira de Deus, do que ao Seu amor e Ternura. Porque Deus é Santo, Ele odeia todo pecado; e porque Ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador”.
Deus é Santo e abomina o pecado. Sua ira é resultado da sua justiça em inadmissão, ou repulsão ao pecado. A. W. Pink diz: “A ira de Deus é a Sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina equidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que Ele lavra sobre os malfeitores”.
Quando se reflete sobre a Ira de Deus, aprendemos algumas lições fundamentais para vida cristã. Em seu livro Atributos de Deus, A. W. Pink traz esse assunto com muita propriedade e assim refletimos que, “A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com frequência.” Por isso, aprendemos:
1 – TER REPULSÃO AO PECADO ASSIM COMO DEUS. Devemos à Luz da Ira de Deus entender quão repugnante é o pecado. “Os nossos corações devem ficar devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado. Estamos sempre inclinados a uma consideração superficial do pecado. Lidamos com todo tipo de desculpa para praticá-lo. Mas, quanto mais estudarmos e ponderarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado.
2 – Passamos a TER TEMOR A DEUS. Pela ação de justiça de Deus, devemos nos guardar no temor a Deus. Não poderemos servi-Lo "agradavelmente" sem a devida "reverência" ante a Sua tremenda Majestade e sem o devido "santo temor" de Sua justa ira.
Muitos por não temerem a Deus vivem na prática do pecado e muitas vezes em atitudes de blasfêmias contra Deus, ou seja, zombando de Deus. Já não bastava os programas humorísticos fazerem uso da nudez para ter ibope, agora, usam também o nome de Deus para serem motivos de notícias. Mas não se engane, a Bíblia diz: “O SENHOR é tardio em irar- se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR...” (Na.1:3)
3 – Leva-nos ao VERDADEIRO LOUVOR A DEUS PELOS SEUS FEITOS EM NOSSO FAVOR. Induz as nossas almas a um fervoroso louvor a Deus por ter-nos livrado da ira futura.
E ainda: 4 - Leva-nos a EVANGELIZAR COM VEEMÊNCIA. Ao reconhecermos que muitos se encontram em condenação, por serem inimigos de Deus, que estão debaixo da ira de Deus, desperta em nós a necessidade de falarmos da verdade de Deus para eles. Quando não estamos em Deus, mas na prática do pecado, isso também significa que não fazemos parte do seu Reino. O convertido não era um mero ignorante da verdade de Deus, ele era um inimigo de Deus. Como, pois, poderia um inimigo de Deus herdar a salvação? Em Tg.4:4 está escrito: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui- se inimigo de Deus.”
Ariovaldo Ramos comenta: “Quantos crentes sabem que Deus está irado? Quantos crentes sabem que Jesus Cristo não veio para nos livrar dos problemas que temos, sejam nossas fraquezas, nossas lutas pessoais, nossos pecados individuais, nem mesmo da opressão do diabo, mas, da ira de Deus?”
Deus está irado, mas porque Ele nos ama enviou seu Filho para morrer em nosso lugar, pois só Cristo poderia pagar o preço que a justiça Divina exigia e isso custou a vida de Jesus. O próprio Deus Emanuel teve que vir para nos livrar da sua ira sob a aceitação da obra de Cristo. “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo.3:36)
Cl.3:5-7 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].
Se você ainda se questiona: O que devo fazer então? Saiba que, o que aplaca a Ira de Deus é acima de tudo a obediência de Cristo culminada na Cruz. E isso tem efeito em nós quando o obedecemos. A Bíblia diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co.5:21)
Jesus foi para cruz para morrer em nosso lugar, e tomar sobre si a Ira de Deus que era contra nós, reconciliando-nos então com Deus pelos seus méritos. Diante disso, será que você consegue entender que o maior sofrimento que Jesus suportou, não foi em si os cravos ou as dores físicas, mas a Ira de Deus? Penso que isso está ainda além da nossa compreensão em sua plenitude.
A Ira de Deus tinha de ser derramada. E é o próprio Deus que a toma em nosso lugar. Deus moeu, esmagou o seu Filho em nosso lugar. Por isso entendemos o que em profecia dizia o profeta Isaías “Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. (Is.53:10)
Reflita nessa verdade de Rm.5:8-9 “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”
Deus abençoe a todos e tenha misericórdia de nós.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA

Quantos já disseram, eu era feliz e não sabia? É triste saber que muitos só compreendem o valor de determinadas coisas depois de perdê-las. Muitos dariam tudo para voltar no tempo e mudar certos acontecimentos, como por exemplo: Agradecer a Deus pelo filho ou o cônjuge que teve; quem sabe pela casa, ou o serviço; ou até mesmo o alimento que tinha sobre a mesa. Muitos só não reconhecem que são felizes, porque nunca conheceram de fato a “tristeza”, ou seja, só reclamam do que tem, porque nunca passaram por necessidade.
Não é difícil olhar a nossa volta e observar que existem pessoas que, em muitas ocasiões estão passando por problemas bem piores do que os nossos. Não digo que o sofrimento alheio deve ser o motivo da nossa felicidade, muito pelo contrário, deve ser um ponto de reflexão, para não murmurarmos de “barriga cheia”. Mas infelizmente, muitos só olham o sucesso de alguns, e questionam a Deus do porque “nada” dá certo para eles.
Contudo, também não digo que não devemos almejar dias ou circunstâncias melhores, com certeza sim, no entanto, não devemos desprezar o que Deus nos concede, antes, devemos ter em tudo um coração grato e satisfeito.
Um dos fatores predominantes para a infelicidade, não é a falta de algo, mas a ingratidão. Já que, mesmo tendo tantas coisas, não se dá por satisfeito, antes almeja sempre mais, ignorando tudo o que tem, como se fosse alguém que não tivesse nada.
A ingratidão é algo terrível, porque se trata de algo contrário a vontade de Deus. O Senhor diz em sua Palavra: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1Ts.5:18)
O sentimento de insatisfação é algo corrosivo, visto que nada está bom, de tudo o que se tem ou recebe, nada traz contentamento, levando a pessoa a um estado deprimente, sem sabor, sem vida. Devemos ser como Paulo que diz: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Fp.4:11)
É lamentável que a falta de reconhecimento daquilo que se tem, leva muitas pessoas a murmurarem, “entristecendo” o coração de Deus, uma vez que, essa murmuração não passa de um descontentamento do que o Senhor permite enfrentarmos para que os Seus planos se concretizem em nossas vidas. O texto de Rm.8:28 nos traz um grande conforto diante disso, no texto está escrito: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
É claro que não devemos nos conformar com toda essa infelicidade, mas sim procurar uma solução. A maneira como encaramos a vida, tem resultado determinante nesse fator. Assim sendo, entendemos ser necessário deixar de lado a visão pessimista, que só olha os problemas da vida. Ainda que de fato existam as adversidades, encaremo-nas como degraus a serem superados e que nos levarão para circunstâncias melhores. Tenhamos otimismo, não em nós mesmos, mas no Senhor que cuida de nós. Em Mt.6:22-23 “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”
Portanto, não seja ingrato, murmurador ao ponto de chegar um dia em que diga: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA. Antes, “Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.” (Sl.55:22)
Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

AS DECISÕES E SUAS CONSEQUÊNCIAS

“Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (Jo.12:42-43)
Determinadas escolhas interferem diretamente nas nossas vidas, acarretando em muitas mudanças. Sejam elas muito importantes ou não, mesmo que indiretamente, teremos suas consequências. Por exemplo, o casamento implica em mudanças significativas na vida das pessoas, pois a partir do juramento é uma nova etapa que se inicia, sendo necessário muitas adaptações. 
Diante de tantas decisões na vida, o que dizer quanto à necessidade de servir a Deus?
Deus nos chama a uma vida de relacionamento com Ele, pautada na sua Palavra, isto é, segundo a sua vontade, o que resulta em uma grande mudança de vida.
No texto de Jo.12:42-43 citado acima, vemos o resultado de uma escolha que não agradou a Deus, mas sim os homens, pois mesmo que muitos até creram em Jesus, não queriam perder o status, optaram por agradarem aos homens e não a Deus. O que percebemos é que eles queriam continuar na mesma vida. Uma vez que a escolha de seguir a Jesus lhes implicariam em mudanças, não tomaram a decisão correta, porque eles não queriam ter renúncias.
Precisamos entender que os valores de Deus são os que devem prevalecer em nossas escolhas. São eles que devem nortear nossas decisões. A Bíblia diz: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Pv.14:12)
Muitos, em suas vidas, famílias, trabalho, agem da mesma forma. Para não perderem o status ou a vantagem em alguma coisa, acabam ignorando a verdade e abraçando o erro. Seja o que for, em nossa vida, nada pode substituir a vontade de Deus.
O texto ainda menciona que não queriam confessar a Jesus, estavam preocupados com a consequência, mas Mt.10:32-33 diz: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”
Perguntaram ao Pastor Billy Graham: Por que não se candidata a presidente dos Estados Unidos? Teria grande chance de ser eleito. Ele respondeu: “Não posso baixar o meu nível. Já sou embaixador de Jesus Cristo aqui na terra.” Essa é realmente uma escolha embasada na vontade de Deus.
Outra decisão errada relatada no texto foi que eles amaram mais a aprovação dos homens do que a de Deus. Ou seja, ignoraram inteiramente a vontade do Senhor. Vemos o contrário quando Pedro e João, pressionados pelo sinédrio para não falarem mais no nome de Jesus, decidiram obedecer a Cristo, independente das circunstâncias. Em At.4:18-20 diz: “Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir- vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.
Vale lembrar que nossas escolhas não influenciam tão somente nossas vidas, mas também os que estão ao nosso redor, sejam na família, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Sendo assim, muitos também deixam de ser beneficiados pela mudança que deveria acontecer em suas vidas, que resultaria no alcance de outros.
Por exemplo: Ainda que depois de muitos anos, somos resultados das decisões de Lutero na Reforma Protestante. Somos resultados da escolha de Adão no Jardim do Éden. Sobretudo, podemos ser resultados da escolha de Jesus ao ir para Cruz em nosso lugar.
Portanto, que suas escolhas tenham os valores de Deus como resultado final e procure em tudo ter a aprovação de Deus, ainda que tenha a reprovação de todo o mundo.
Deus abençoe a todos.

O QUE FAZER PARA PERMANECER FIRME DIANTE DAS DIFICULDADES?

“e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.” 2Tm.1:12
O texto mencionado se encontra na segunda Carta que o apóstolo Paulo escreveu para Timóteo, com o propósito de incentivá-lo a levar avante a obra de Deus. Nesse momento Paulo está preso em Roma e esta é considerada a última carta que ele escreve em seu ministério. Chega até mesmo pedir para que Timóteo vá até ele, mas sem mesmo saber se o verá novamente, pois sabia que estava perto a sua morte. Ainda assim, demonstrou firmeza e postura, como alguém que pode transmitir valores nesta altura da vida, mesmo em meio às circunstâncias que se encontrava. Visto que, incontestavelmente tinha muita experiência para transmitir.
A atitude de perseverança na vida de Paulo era realmente um grande exemplo para o jovem pastor Timóteo, pela grande responsabilidade de pastorear a Igreja de Éfeso. Vemos nas instruções designadas a ele como grandes ensinamentos para nós também, para aqueles que querem permanecer em pé diante das grandes lutas que enfrentamos no dia a dia.
A Bíblia traz inúmeras recomendações de como ficarmos firmes em momentos difíceis, no entanto, à luz do texto que mencionado acima, gostaria de tirar duas lições para o nosso fortalecimento mediante as tempestades da vida.
Para ficarmos firmes diante das adversidades precisamos TER CONVICÇÃO EM DEUS.
A primeira parte do texto diz: “estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho CRIDO”. Paulo só está firme porque sua vida está ancorada em Deus. Não se colocava na dependência de suas forças, não era ele o motivo da perseverança, mas em quem ele estava Crendo. Ele não está dizendo, eu sei como eu tenho crido; mas em quem eu tenho crido. Deus é a razão de tudo.
A convicção faz com que a pessoa não se renda, mas permaneça constantemente firme no propósito para o qual Deus o chamou. Paulo foi um exemplo de perseverança. Foi apedrejado, preso, acusado, rejeitado, abandonado, desacreditado, desprovido de recursos, chicoteado... Mas nunca abandonou a Cristo. Afirmava: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. (Rm.8:35,37)
Paulo, aquém consideramos o maior líder do cristianismo de todos os tempos (depois de Cristo), sofreu muito, ele mesmo relata em 2Co.11:23-28 muitas de suas lutas, mas em nenhuma delas foi derrotado.
Ainda, para ficarmos firmes diante das adversidades precisamos CRER NAS PROMESSAS DE DEUS.
A segunda parte do texto diz: “estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.” Precisamos nos lembrar das promessas de Deus, e crer que tudo vai dar certo. Deus é fiel para cumpri-las. A fidelidade Dele não falha, e quando estamos convictos disso, toda luta se torna mais fácil de ser enfrentada.
Sobre a fidelidade de Deus, A. W. Pink diz: “A percepção desta bendita verdade nos protegerá da preocupação. Estar cheio de preocupação, ver a nossa situação com prenúncios sombrios, antecipar o amanhã com ansiedade, é ofender a fidelidade de Deus.”
Portanto, para permanecer em pé diante das adversidades da vida, vamos fazer isso, ter convicção em Deus, não importa o que aconteça, já que Ele sempre sabe o que está fazendo. E também continuar crendo nas Suas promessas que nunca falham.
Deus abençoe a todos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O QUE DIZER DOS VALORES ENSINADOS NO COTIDIANO?

Enquanto o mundo caminha em seus delitos e pecados não podemos nos deixar ser levados por ele. O mundo em seu sistema tem tentado difundir seus ensinamentos com o intuito que seja acatado por todos. No entanto, estejamos atentos, pois o que dizer da baixa moral que os meios de comunicação tem transmitido ultimamente?
Muitos estão fazendo uma banalização daquilo que é sagrado. Programas humorísticos que fazem uso de histórias Bíblicas de maneira sarcástica sem o mínimo de respeito por aquilo que muitos creem. Cuspindo na sociedade com suas piadas sujas e infames.
Querem incutir valores sobre a sociedade que estão em contradição aos princípios da Palavra de Deus. Querem desestruturar o sentido verdadeiro da família, tentando prevalecer valores abomináveis aos olhos do Senhor, como se tais atos fossem normais. Querem fazer da mentira a verdade, e tentando transformar a verdade em mentira, entretanto, a Verdade não é relativa, pelo contrário, é imutável. Mas temos certeza de algo, em Gl.6:7 está escrito: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.”
Cabe a cada um rever aquilo que deve perdurar em nosso meio, contudo, tendo como amparo a Verdade Imutável de Deus registrada na Sua Palavra. A Palavra de Deus deve ser anunciada e vivenciada. Cada família precisa assumir o seu papel na educação Bíblica dos seus filhos, ensinando-lhes os valores morais do Senhor que são irreversíveis. Por isso, pais, leiam e meditem na Bíblia Sagrada, façam da Bíblia seu manual de regra de Fé e Prática.
Temos certeza de que a Verdade sempre prevalecerá. Em Mt.24:35 está escrito: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” Ainda que muitos tentem, ela jamais deixará de existir. Ela tem permanecido há séculos e continuará para sempre. Ela é como Espada (Hb.4:12), como o martelo e como o fogo (Jr.23:29), e todos os seus preceitos hão de se cumprir, Is.55:11 diz: “assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para a qual a enviei.” NVI.
Vamos seguir o ensinamento de Jesus que disse: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo.8:32)
Deus abençoe a todos.